Confira 3 exemplos de empreendedorismo social no Brasil 

empreendedorismo social

Empreender é mais que criar um negócio e começar a ganhar dinheiro. Significa mudar uma determinada realidade, desenvolver habilidades humanas e construir mercados economicamente sustentáveis. Por isso, trazemos três exemplos de empreendedorismo social de sucesso no Brasil para você se inspirar.  

Afinal, o que é empreendedorismo social?

A proposta do empreendedorismo social nasce nos Estados Unidos do século 80. Billy Drayton, reconhecido pela U.S News Report como um dos 25 empreendedores mais influentes do mundo, aplicou o conceito durante a criação da sua primeira empresa. Hoje, a ONG Ashoka conta com líderes em vários países, inclusive no Brasil. 

A intenção dessa prática empreendedora é contribuir para a melhoria da sociedade. Os adeptos defendem um modelo de negócio social, que não vise apenas o lucro, mas que realmente possa minimizar a vulnerabilidade social e colaborar com a ascensão econômica das pessoas mais necessitadas. 

Quais as áreas de atuação prioritárias? 

Além de entender o que é empreendedorismo social, conheça as frentes de atuação das entidades, como o direito à moradia, alimentação e saúde de qualidade. Os principais setores de atuação com mais investimentos são:

  • educação;
  • emprego e renda;
  • alimentação;
  • políticas públicas;
  • saúde;
  • economia;
  • justiça;
  • meio ambiente;
  • mobilidade urbana.

Porém, nada é feito de modo individual. Ser um empreendedor social também é um caminho para aprimorar habilidades pessoais e profissionais, como ser mais cooperativo, altruísta, solidário e justo. Além disso, deve-se ser comprometido com uma ética que preze pelo bem-estar da sociedade.  

Qual a diferença entre o empreendedor comum e o social?

É importante destacar alguns pontos que distinguem um empreendedor comum de um social. A diferença se encontra exatamente na intenção de cada um desses modelos de negócio. 

O empreendedor empresarial é aquele que produz produtos e presta serviços para resolver as necessidades de um determinado cliente. Em troca, ele recebe uma determinada quantia pelo trabalho prestado. O dinheiro é utilizado para pagar as contas do negócio e o que sobrar é lucro. Assim, funciona uma empresa comum.

Já o empreendedorismo social contraria esse modo tradicional de empreender. O objetivo central não é lucrar, mas promover melhorias e transformações na sociedade. O empreendedor social está preocupado em resolver uma mazela social problema que afeta a vida das pessoas por meio de projetos estratégicos. 

Três exemplos de empreendimentos sociais no Brasil

No Brasil, o empreendedorismo social se tornou mais conhecido a partir dos anos 90, quando os investimentos públicos foram reduzidos devido às crises econômicas da época. A partir desse momento, as empresas começaram a se preocupar com o papel social das corporações privadas e a contribuir para a melhoria da sociedade. 

Hoje, a realidade desse modelo econômico se transformou e o país é considerado um dos mais impactados pelas ideias de empreendedorismo social. Inclusive, os investidores reconhecem que os brasileiros são altamente criativos, altruístas e engajados socialmente quando o assunto é transformação social. 

Além da Vai Voando, conheça três empresas do empreendedorismo social que atuam no maior país da América Latina. São companhias brasileiras que geram mudanças positivas em um dos locais que mais convive com a desigualdade e a fome.

GRAAC

Para quem imagina que o empreendedorismo social foca apenas em temas como educação e meio ambiente, a surpresa é que os projetos vão muito além. Um exemplo é o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAAC), criado em 1991 pelo pediatra Antônio Petrilli, em conjunto com outros parceiros.

Referência no tratamento de câncer em crianças, a intenção desde o início era potencializar as chances de cura da doença na infância. Com o passar dos anos, a instituição se manteve por meio de doações e vendas e conquistou apoios técnico-científicos com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Gerando Falcões 

Outra iniciativa de empreendedorismo social brasileiro é a Fundação Gerando Falcões. Fundada pelo jovem Eduardo Lyra, em 2011, o principal objetivo é contribuir para a educação de jovens da periferia de São Paulo. 

O argumento da fundação é que muitas crianças, adolescentes e adultos brasileiros ainda são impedidos de chegar até à universidade e às demais instituições profissionalizantes. 

Por isso, seria necessário promover meios capazes de solucionar essa realidade, a partir de investimentos do setor público e privado. Com esse foco em mente, o projeto de Lyra já impactou mais de 100 mil jovens por meio de cursos preparatórios e projetos de esporte, cultura e renda.   

ASID

Com uma sigla tão pequena, ninguém imagina a dimensão do trabalho social promovido pela ASID. Fundada em 2010, o principal compromisso da entidade é  auxiliar na gestão de escolas e instituições que trabalham com pessoas especiais.

A Ação Social para Igualdade das Diferenças é conduzida por Alexandre Amorim, Luiz Ribas e Diego Moreira. Ao longo do tempo, a instituição criou uma metodologia focada em entidades atendidas pelo projeto.

Mais especificamente, o modo de funcionamento da ASID foca em três objetivos principais: o empoderamento familiar, o desenvolvimento da pessoa com deficiência e a sua inclusão no mercado de trabalho. 

Tudo isso acontece a partir de dois pilares de atuação: o voluntariado corporativo e a atenção para a diversidade e inclusão, a partir dos conhecimentos já consagrados da ASID nos processos de inclusão de PcD no mercado de trabalho brasileiro.

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